Mas esse cachorro não late, não abana o rabo nem sai pulando atrás do dono. Jerry é um manequim usado para substituir animais vivos em salas de aula e em treinamentos para futuros veterinários.
Ele veio ao Brasil na bagagem do inglês Nick Jukes, 41, coordenador da InterNiche (ONG que promove alternativas ao uso de animais na educação).
Tradição
Diferentes tipos de animais, como ratos, camundongos, coelhos e cachorros, são usados em aulas da área de biologia - para vivissecção - e no treinamento de futuros médicos e veterinários em cirurgias.
"As pessoas supõem que é bom aprender com animais vivos porque é a tradição. Mas pesquisas mostram que as alternativas são iguais ou até melhores para ensinar. Com os métodos substitutivos, você pode treinar repetidas vezes e, quando se sentir seguro, já pode praticar na clínica com pacientes reais", diz Nick Jukes.
Muitos professores, entretanto, acreditam que os métodos alternativos não suprem as necessidades de aprendizado.
O médico David Feder, professor da Faculdade de Medicina do ABC, considera que há limitações e teme que a formação do aluno fique aquém das necessidades da profissão.
"O ganho de experiência numa aula prática é maior porque você tem reações inesperadas e precisa interpretá-las", afirma.
Leia a matéria completa (Fonte: Afra Balazina / Folha de S.Paulo / AmbienteBrasil)
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