Para piorar, as principais empresas que oferecem o serviço de compensação de carbono por meio do plantio de árvores ainda não falam a mesma língua. Cada uma usa um cálculo diferente e, como conseqüência disso, o número de árvores que precisam ser plantadas na mata atlântica (o único bioma usado até agora nos projetos), com o dinheiro do cliente pode variar em mais de 300%.
"Não utilizamos em nossos trabalhos o conceito de "neutralização de carbono", mas utilizamos o conceito de "compensação futura de carbono'", disse à Folha Eduardo Deangelo, diretor da Brasil Flora, uma das empresas que prestam serviço de compensação de carbono.
Não se trata só de uma questão semântica. No caso da empresa dele, depois de feito o inventário de emissões de gases-estufa (e pelo menos aqui as metodologias são iguais em todas as empresas, com números da matriz energética brasileira) é que chega o momento crítico.
Aritmética carbônica - Quanto, afinal, uma árvore consegue seqüestrar de carbono enquanto ela está crescendo? Bem, depende.
Segundo Deangelo, você precisa de 1,6 árvore para fixar uma tonelada de carbono em um prazo de até 15 anos. Ou seja, se a árvore conseguir crescer até lá sem ser derrubada antes, aí sim será possível dizer que o carbono emitido na viagem de Réveillon foi realmente compensado.
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Fonte: Folha Online / Ambiente Brasil
