A inflação dos alimentos já se tornou uma dor de cabeça em todo o mundo, afetando inclusive grandes produtores agrícolas como o Brasil. Entretanto, mesmo com o aumento da produção de etanol, não deve faltar comida na mesa do brasileiro.
O economista Guilherme Dias, professor da economia agrícola da Universidade de São Paulo (USP), diz que o Brasil hoje produz 30% mais do que precisa para alimentar sua população, que está consumindo mais alimentos. Ou seja: o país tem um excedente para exportar, sem problemas de desabastecimento.
Rita de Cássia Monteiro faz parte do grupo de brasileiros que teve aumento de renda e passou a consumir mais alimentos. Ela ganhava R$ 800 por mês como empregada doméstica, há dois anos. Agora, trabalhando como esteticista, recebe R$ 1,3 mil.
Por isso, o equilíbrio entre a indústria de biocombustíveis e o aumento da oferta de alimentos se tornou um desafio. Mas o Brasil tem provado que é possível alcançar ao mesmo tempo dois objetivos que em muitos países são objetivos incompatíveis: aumentar a produção de biocombustível e aumentar também a produção de alimentos.
E a principal explicação para isso é uma planta altamente produtiva: a cana-de-açúcar. O etanol de cana produz 7 mil litros por hectare, quase duas vezes mais que o milho (3,8 mil litros por hectare), fabricado nos EUA. A informação é da Unica, entidade que reúne os produtores de álcool e açúcar.
Saiba mais:
Assista à reportagem do Jornal Nacional sobre o assunto
O que diz o FMI sobre o etanol brasileiro e os preços dos alimentos
Leia esta matéria na íntegra (Fonte: G1)
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