2010 foi um ano em que a ecologia marcou a política. No Congresso, propostas ambientais foram aplaudidas, como a Política Nacional de Resíduos Sólidos, e vaiadas, como o Novo Código Florestal. Nos EUA, Obama teve de enfrentar o seu maior desafio como presidente. No México, líderes globais surpreenderam por dar um passo significativo na luta pelo clima. Nas eleições brasileiras, temas tradicionais como emprego e educação abriram espaço para a agenda verde. Mas outras áreas, como ciência e cultura, também continuaram a ser influenciadas pela sustentabilidade. Confira na
10: Shows ecológicos
Quando começou a ser divulgado, o SWU – Starts with you, mistura de show com movimento, bateu na tecla da mobilização individual e foi contra o discurso “ecochato”. O festival, além de apresentações musicais de peso, contou com um fórum de sustentabilidade. Várias ações foram planejadas para amenizar os impactos ambientais do evento, abrangendo do transporte à coleta de lixo. Se o show foi de fato sustentável, esta é outra história. (O E Esse Tal Meio Ambiente? fez um bom post sobre o assunto.) O fato é que meio ambiente foi destaque também em outros festivais de música em 2010, como o Natura About Us, na capital paulista, e o EcoMusic, em Divinópolis (MG).
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9: Avatar
A explosão de filmes em 3D que começou este ano deve muito à Avatar, que atraiu milhões aos cinemas e se diferenciou não só por causa da incrível qualidade técnica, mas também pelo enredo com pano de fundo ambiental. O desenvolvimento que não esgota a natureza, o equilíbrio entre ecologia e economia e o fato de que os habitantes do planeta não são mais poderosos do que o próprio planeta são algumas das lições que podem ser aprendidas com a película. Não foi a primeira vez que o tema da sustentabilidade invadiu a telona: outro blockbuster de 2009, Wall-E, já abordava as questões da geração de lixo e da poluição.
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8: Aquecimento global na berlinda
Logo após a COP15 e o seu resultado modesto, o tema das mudanças climáticas ganhou popularidade, mas ao mesmo tempo gerou-se uma onda de ceticismo. A situação foi agravada depois que o vazamento de mensagens de cientistas gerou rumores de que o impacto da ação humana no clima estava sendo supervalorizado. Porém, é considerado consenso científico que as mudanças são reais e intensificadas pelo homem. Sobre o ceticismo, Gilberto Câmara, diretor do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), afirmou: “É uma campanha orquestrada, do mesmo jeito que, nos anos 1960, os institutos de pesquisas associados aos grandes produtores de cigarro negavam insistentemente que havia risco à saúde ao fumar”.
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7: Belo Monte
Com projeto para ser instalada na região conhecida como Volta Grande do Rio Xingu, no Pará, a Usina de Belo Monte pode ser a terceira maior do mundo em capacidade instalada, atrás de Três Gargantas, na China, e de Itaipu, na fronteira do Brasil com o Paraguai. Ambientalistas, membros da Igreja Católica e analistas independentes são contra a construção, que pode reduzir a vazão do Rio Xingu e reduzir a oferta de água para povos indígenas e comunidades ribeirinhas. O Ministério Público Federal ajuizou uma série de ações contra a usina e o Ibama ainda não concedeu a licença de instalação, de acordo com o G1.
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6: Política Nacional de Resíduos Sólidos
Em agosto deste ano, o presidente Lula sancionou a Lei nº 12.305, que institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), depois de tramitar por 21 anos no Congresso. Segundo a lei, “resíduo sólido” é o lixo que pode ser reciclado ou reaproveitado antes de ser descartado definitivamente. A política proíbe os lixões, formaliza o trabalho dos catadores e incentiva práticas de educação ambiental. A lei prevê ainda mecanismos para evitar e reduzir a geração de resíduos sólidos.
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