Tudo levava a crer que a reunião internacional que pretendia chegar a algum consenso sobre a necessidade de regras mais rígidas de controle de gases do efeito estufa a partir de 2013 - a 13ª Conferência do Clima (COP-13) que se encerrou em Bali nesse fim de semana - redundasse num retumbante fracasso. No último momento, no entanto, algo pôde ser salvo na reunião, especialmente porque se encontrou uma maneira de atrair, para algum compromisso, o país que mais emite CO2 no planeta, os Estados Unidos da América, que desde os tempos do Protocolo de Kyoto já resistia a qualquer forma de controle de suas emissões.
Um grupo de países, liderados pela União Européia, queria estabelecer o compromisso, para ser cumprido até 2020, de corte de 25% a 40% das emissões de gases estufa, na comparação com os níveis de 1990. Para obter a adesão dos Estados Unidos, aventou-se a possibilidade de falar de um corte mais profundo, de 50%, mas em muito mais tempo - até 2050. No entanto, o que mais agradou aos norte-americanos foi a não fixação da data de referência. Considerando-se que as emissões crescem a cada ano, buscar no futuro índices menores do que os de 1990 significaria reduzir muito mais as emissões de carbono do que se a referência fosse em período bem posterior - 2007, por exemplo. Para ser aprovado, o texto final ficou cheio de lacunas mas, pelo menos, mostrou um roteiro para chegar-se a 2009, ocasião em que (espera-se) se estabelecerão as metas a partir de 2013, quando se esgotam as definidas no Protocolo de Kyoto.
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