Para o deputado do PSB do CE, d. Cappio integra uma espécie de rede de "falsa denunciação", que distorce os objetivos da proposta de transposição. A falsa denunciação acusa o governo, segundo Ciro, de mover-se pelo interesse "subalterno, clandestino, não confessado e safado de atender ao grande negócio e às empreiteiras e coisas que tal".
Exaltado, cobrou atitude de d. Cappio. "Eu não falo por Deus. Eu falo pelo mundanismo dos pecadores, como sou um deles. Olhe para mim, d. Cappio (que olha)." O bispo, que falou antes do deputado do PSB, não se dirigiu, diretamente, a ele uma única vez. Mas não poupou críticas à administração federal e à obra. Destacando que falava em nome do "povo do rio São Francisco", "nações indígenas, quilombolas, brasileiros e brasileiras que se preocupam com a vida", d. Cappio chamou o projeto de transposição do Rio São Francisco de "propaganda enganosa" e disse que a proposta viola os direitos das populações tradicionais, como os 34 povos indígenas, as 156 comunidades quilombolas e os sem número de populações ribeirinhas da região.
Diálogo - "Um projeto dessa magnitude exige diálogo com a sociedade e o governo nunca dialogou com a sociedade", atacou. Para o bispo, o Poder Executivo tem por hábito classificar de "egoístas, mentirosos, desinformados e opositores políticos" os que discordam da proposta. Nenhum posicionamento contrário, disse, é respeitado.
Fonte: Estadão Online / AmbienteBrasil
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